Review – Splinter Cell: Blacklist

Lançado em 2013, Splinter Cell: Blacklist é o jogo mais recente da série (até o momento em que escrevo esse review). O jogo retorna para a temática de espionagem militar e conspirações governamentais, trazendo de volta os equipamentos e o suporte que tinham ficado de lado em Conviction. Falando no jogo anterior, ele foi o responsável por criar a jogabilidade que é utilizada em Blacklist, jogabilidade essa que foi aperfeiçoada e se mostrou perfeita para o Stealth.

Sam agora tem a movimentação dinâmica e fluida do jogo anterior, mas não só isso, ele pode correr abaixado, algo que nunca existiu na série, mas que é perfeito para se esconder e passar por cenários rapidamente sem ser notado, esse tipo de adição substitui a ação mais lenta dos jogos antigos por uma velocidade e eficiência que é muito prazerosa. Jogando o jogo você sente que está progredindo e pode explorar inúmeras partes do cenário, ganhando pontos a cada caminho alternativo encontrado e neutralizando inimigos de surpresa.

Agora o protagonista é o líder de uma nova agência de espionagem, contando com aliados e podendo comprar armas e equipamentos e melhorá-los, para isso basta utilizar os pontos que são ganhos durante as missões. A interação para iniciar as missões agora é diferente, o jogador pode escolher quais missões quer jogar e escolher entre as que fazem parte da campanha e as secundárias. Um ponto interessante e que funciona muito bem é o multiplayer online cooperativo, que permite que as missões secundárias sejam jogadas com um parceiro, mas não de uma forma genérica, e sim de uma forma que está ligada com a história principal, servindo de complemento por adicionar informações ao enredo principal.

A história do jogo é talvez o ponto mais fraco, pois é clichê e traz uma conspiração terrorista que é batida, já que feita de uma forma uma pouco estereotipada e com um patriotismo besta, algo que não existia antes na série, que mesmo sendo de um agente americano, sempre trouxe personalidade própria e fazia o enredo e o protagonista serem interessantes. Agora Sam está com uma personalidade e dublagem diferente, as frases espirituosas e o carisma foram trocados pela arrogância e prepotência, essa troca ajudou muito a piorar a história, pois mesmo ela não sendo boa, talvez se o Sam Fisher de antigamente estivesse nela as coisas seriam um pouco mais envolventes.

Os gráficos do jogo são muito bons, os cenários são detalhados e alternam bem, trazendo missões que se passam a noite em lugares fechados e missões feitas durante a luz do dia em lugares cheios de montanhas e tuneis. Existem alguns detalhes com qualidade ruim e alguns bugs, mas nada que prejudique a experiência. Uma adição legal é a dublagem em português, que é de qualidade e oferece uma imersão muito boa.

Apesar da falta de profundidade do enredo e as mudanças na personalidade do protagonista, Splinter Cell: Blacklist é um ótimo jogo, pois oferece uma jogabilidade extremamente eficiente que se encaixa muito bem na essência da franquia, cativando fãs e sendo uma ótima porta de entrada para quem quer jogar a série pela primeira vez, o jogo vale muito a pena e está disponível para quase todas as plataformas da sétima geração de consoles.

INFORMAÇÕES GERAIS DO REVIEW
Nota do review: 9
Data de lançamento do jogo: 20 de agosto de 2013
Geração de consoles: sétima
Versões jogadas para este review: PS3