
Em 2005 a Ubisoft lançava o terceiro jogo da franquia Splinter Cell com o subtítulo de Chaos Theory, o título veio para os principais consoles da sexta geração e também para PC, trazendo o stealth de forma muito competente e mantendo o que funcionou nos jogos anteriores. O jogo traz a espionagem com o uso de tecnologia avançada, o protagonista é praticamente um ninja moderno, passando como um fantasma e interagindo com o cenário através de acrobacias, para se ter sucesso é preciso agir sorrateiramente, já que tentar ir para cima dos inimigos atirando é praticamente suicídio.
Sam Fisher é um personagem com uma personalidade cativante, ele fala frases espirituosas e a dublagem feita pelo ator Michael Ironside adiciona o tom perfeito para o personagem, que se mostra alguém inteligente e sagaz. Além disso, Sam recebe o apoio de seu chefe Irving Lambert, que também tem uma voz marcante e se torna uma presença familiar durante toda a franquia, guiando o protagonista e dando os objetivos de cada missão.
As missões são bastante diversificadas, em cada uma você recebe trajes e equipamentos diferentes, podendo estar mascarado (como um ninja) ou de camiseta e itens básicos em missões ao ar livre. A variedade no design é grande, e não só no protagonista, já que existem lugares com cavernas e cabanas e até mansões com um cofre de alta tecnologia que deve ser hackeado. Você não sente um deja vu em nenhum momento, eu joguei o jogo em 2008, e quando retornei para ele em 2017 lembrei rapidamente das missões.

A jogabilidade é a totalmente focada na ação discreta, se esconder é a maior ferramenta do protagonista, que usa a escuridão e o seu característico óculos de visão noturna para surpreender os inimigos. É possível render e interrogar os alvos, o que rende alguns diálogos irônicos e bem sacados de Sam. Outro ponto legal é a interação com o cenário para atacar de surpresa, você pode quebrar lâmpadas para não ser visto e escalar o teto atacando o inimigo de cabeça para baixo, em uma espécie de ataque no estilo Homem-Aranha.
Por ser um jogo antigo os gráficos são datados, entretanto, a versão de PC e Xbox são melhores e apresentam um visual bonito, na primeira vez eu joguei no PS2, e mais recentemente no PC e a diferença é bem nítida, mas independente do console os gráficos são bem bacanas para a época. Na parte da história, o jogo traz uma missão cheia de conspirações bem no estilo do Tom Clancy’s, o foco é a guerra de informação, o que mantém o jogo na temática de tecnologia. O enredo não é clichê e é bem moderno, principalmente para 2005, onde a manipulação de informações digitais não era um assunto tão recorrente.
Splinter Cell: Chaos Theory é um ótimo jogo, ele traz bons gráficos e uma boa história, além de manter todas as características que consagraram a série. O título é essencial para quem gosta de jogos de espionagem com tecnologia e não vai decepcionar.
| INFORMAÇÕES GERAIS DO REVIEW |
| Nota do review: 9 |
| Data de lançamento do jogo: março e abril de 2005 |
| Geração de consoles: sexta |
| Versões jogadas para este review: PS2 e PC |