
Splinter Cell: Conviction é o quinto da franquia Splinter Cell, lançado em 2010 exclusivamente para Xbox360 nos consoles (e lançado também para PC), o jogo traz mudanças drásticas para a série que vão desde de um foco bem maior na ação, até a adição de uma jornada pessoal do protagonista, além disso, também muda bastante a jogabilidade e o próprio personagem, que passa a estar muito mais raivoso e carregado.
A trama do jogo é continuação direta de Splinter Cell: Double Agent, e Sam tem que lidar com as consequências de sua missão anterior, pois ela acabou dando errado e fazendo o protagonista ser procurado pelos atos que teve que fazer. Enquanto Sam está tentando não ser encontrado ele é contatado por uma antiga colega e acaba se envolvendo em uma conspiração que envolve sua antiga organização, ao se envolver com essa situação ele acaba descobrindo informações sobre a morte de sua filha, ocorrida no jogo anterior.
Na época do lançamento o jogo veio com uma proposta de ser uma mudança para a série, o objetivo talvez fosse atrair jogadores que gostassem mais de jogos de ação e que não tinham tanta apreciação pelo gênero Steath. Felizmente, o jogo não descaracterizou a franquia, ele deu uma velocidade que não tinha antes, a fluidez dos controles e a resposta rápida das ações é algo que cativa o jogador, o Steath se manteve, mas não como o foco principal, e sim como uma arma para que Sam mate os inimigos de surpresa. A jogabilidade nova que foi criada é bastante satisfatória, se mostrando como uma inovação que trouxe uma experiência excelente.
Na parte gráfica o jogo é bom, o rosto de Sam é bem detalhado e mostra uma expressão facial boa, além disso, a movimentação é bem mais natural, diferente da forma mais travada que o personagem se movia nos jogos anteriores. Outro ponto bacana é a interação com os cenários, que pode ser diferente dependendo do caminho que se segue, as animações são boas e o jogador pode interrogar alguns inimigos através de um sistema que usa o próprio cenário como intimidação.

A história do jogo é boa e traz uma carga psicológica diferente dos jogos anteriores, e se antes tinha tensão, agora tem muito mais raiva e vingança, pois o protagonista está cheio de tudo que aconteceu e é atormentado pela morte de sua filha e as lembranças que esses eventos traumáticos trazem. Os únicos pontos fracos na minha opinião são o tamanho curto do jogo e os clipes entre cada missão que são narrados por um personagem de uma forma um pouco exagerada.
No fim, Splinter Cell: Conviction trouxe mudanças boas para série, e mesmo que mude bastante, o Stealth não foi ignorado e a jogabilidade criada pela Ubisoft se mostrou muito boa, sendo continuada e aperfeiçoada em Splinter Cell: Blacklist, que é a sequência desse jogo. Conviction é muito bom e vale a pena para quem gosta da série, o jogo trouxe novos jogadores para a franquia e renovou a forma de jogar com Sam Fisher sem descaracterizar a série.
| INFORMAÇÕES GERAIS DO REVIEW |
| Nota do review: 8 |
| Data de lançamento do jogo: 13 de abril de 2010 |
| Geração de consoles: sétima |
| Versões jogadas para este review: PC |