Review – Onimusha: Dawn of Dreams

Onimusha: Dawn of Dreams foi lançado em 2006 numa época que o PS2 já estava prestes a ser substituído, por isso ele é um dos últimos lançamentos relevantes para o console (sendo sucedido por God of War 2 que foi lançando em 2007). Este jogo trouxe um fôlego a mais para o final de uma franquia de teve destaque na sexta geração de consoles.

O jogo mescla elementos de RPG com uma mecânica de combate focada na ação, fazer o upgrade nos personagens e armas é essencial para progredir na campanha, além disso, é possível alternar entre armas leves e pesadas que modificam a velocidade do combate. O combate do jogo chega a lembrar um pouco o que viria posteriormente na série Dark Souls e seus derivados, inclusive a mira que trava no inimigo está presente aqui.

O combate também oferece variedade, isso acaba sendo fruto da possibilidade de alternar entre diferentes personagens, indo do protagonista que usa espadas e luta como um Samurai até um lutador que usa os próprios punhos na batalha. Também existe um personagem que luta com lanças e é um monge que se comunica com os mortos e uma outra personagem que utiliza armas de fogo e bombas. Cada personagem passa a ser jogável depois que é encontrado e vencido no decorrer da campanha.

A campanha narra a história do protagonista que pode ser transformar em um Oni (que é um tipo de demônio da cultura japonesa), cada personagem jogável tem seu arco de na história com seu inimigo próprio. A narrativa do jogo ganha um ar de filme no final, pois cada um dos protagonistas vai ficando para lutar contra seu respectivo inimigo para que o outro possa prosseguir, nessa hora a trama ganha um ar dramático.

A dificuldade do jogo é boa, são vários inimigos e a ação é constante, apesar disso, o jogo não é tão frenético como um Hack and Slash, já que ele pode ter o combate lento ou rápido dependendo do personagem utilizado. O jogo é muitas vezes categorizado como Hack and Slash, no entanto ele traz aspectos variados na sua mecânica e, consequentemente, não parece muito coerente tentar encaixá-lo em um gênero muito específico. No fim, ele é mais um RPG com elementos de ação do que qualquer outra coisa.

Em vários momentos são muitos inimigos na tela, algo que lembra os combates dos jogos da série Dinasty Warriors. Além dos inimigos normais, os chefes oferecem combates desafiantes, tanto que o último chefão pode dar bastante dor de cabeça até ser vencido.

Graficamente o jogo é bom, parece que o potencial do PS2 foi bem explorado. Os cenários são bonitos e remetem a um Japão da antiguidade mesclado com criaturas sobrenaturais. Os personagens são bem detalhados e com visuais variados, na parte visual o jogo é muito competente.

Onimusha: Dawn of Dreams é um dos bons jogos disponíveis para serem jogados no PS2, só joguei ele em 2012 e a experiência foi muito boa. O jogo possui qualidade e, portanto, vale a pena ser jogado ainda hoje. Infelizmente, a Capcom não voltou com novos jogos dessa franquia desde então.

INFORMAÇÕES GERAIS DO REVIEW
Nota do review: 9
Ano de lançamento do jogo: 2006
Desenvolvedora: Capcom
Geração de consoles: sexta
Versões jogadas para este review: PS2 (o jogo é exclusivo para o console)