Review – Metal Gear Solid V: The Phantom Pain

Joguei Metal Gear Solid pela primeira vez em 2005 no PSOne, na época o jogo me marcou muito, pois ele era diferente, já que trazia pontos de exclamação/interrogação na cabeça dos personagens e isso fazia parte de toda uma linguagem diferente para os jogos, principalmente para jogos de espionagem que, geralmente, são mais realistas. Olhando hoje, vejo que Metal Gear Solid tem uma linguagem que mistura cenas de cinema com mangá (por conta do humor e os pontos de exclamação/interrogação mencionados).

The Phantom Pain foi um jogo que demorou anos de desenvolvimento e prometia completar a história dando mais detalhes e explicações sobre a história da franquia, infelizmente essa é uma das dores fantasmas que o jogo deixa no jogador. Acompanhei o jogo quando saiu e vi meu irmão jogar ele, joguei pouco na época e fiquei frustrado por conta das lacunas (fantasmas) que ele deixa.

Joguei o jogo de novo neste ano, confesso que achei a experiência menos vazia jogando tudo com mais calma e atenção. O plot twist no final do jogo que muitos odiaram foi algo que gostei muito desde 2015, pois explica como Big Boss ressurgiu nos jogos de NES da franquia, a mudança de voz da dublagem do Big Boss também é algo que gostei. Dessa vez joguei no PC.

Graficamente o jogo é muito bom, ele tem expressões faciais impressionantes e uma naturalidade na movimentação dos personagens, para a época são gráficos excelentes que estão bons até hoje. O gameplay é o maior ponto forte do jogo, pois é fluido e empolgante. As possibilidades desse gameplay em um mundo aberto (como no caso desse jogo) são infinitas.

O jogo é tecnicamente muito bom, o seu problema está no conteúdo, ou melhor, na falta dele, pois muita coisa fica repetitiva, várias missões paralelas são um deja vu de tão parecidas ou quase iguais. Além disso, os tipos de missões poderiam ser mais variados. O que dá um gás em jogar essas missões é querer desenvolver itens e a Mother Base dos Diamond Dogs.

Apesar de incompleta, a história é boa, a trama de vingança contra o vilão Skull Face tem seus momentos cinematográficos e grandiosos. O protagonista é carismático mesmo sem falar muito (algo que tem um motivo e se encaixa com o plot twist do jogo).

Metal Gear Solid sempre foi um dos meus jogos favoritos desde 2005, pois me marcou muito. The Phantom Pain é um jogo digno, mas cheio de lacunas que deixaram um trauma, assim como as marcas no corpo e na mente do Venom Snake.

INFORMAÇÕES GERAIS DO REVIEW
Nota do review: 8
Data de lançamento: 2015