
Essa é uma das primeiras faixas que escutei no Pavilhão 9, banda que eu só escutei esse ano onde passei a aprecisar crossover de rap com rock, a energia da faixa e a estética com máscara de hockey com o clima de caos urbano do videoclipe me chamou muito atenção. Os videoclipes do Pavilhão 9 são muito bons, é muito legal ver visualmente a energia que as faixas do grupo tem. A máscara de hockey usada pelo Rhossi (que é o rapper vocalista da banda) virou uma marca do grupo, estando na capa do álbum “Cadeia Nacional” de 1997 que contém a faixa em questão.
A estética do grupo também me lembrou Body Count, pois são caras do rap (nas letras e no estilo) tocando em uma banda com a agressividade do rock. Além disso, o refrão é muito bom e fica na cabeça facilmente. Entre o refrão que tem a presença de um dos irmãos Cavalera (a música e o clipe reune os dois irmãos Cavalera que fizeram parte da banda Sepultura) tem uma espécie de pausa com o instrumental ficando mais leve, depois a batida da bateria volta os rappers da banca começam a rimar de forma muita energética, energia essa que marca essa fusão de rap com rock do Pavilhão 9, várias faixas que escutei do grupo tem isso.
A letra tem o teor político de protesto do rap dos anos 90 no brasil que sempre denunciou as injustiças da sociedade brasileira que é marcada por desigualdade, hipocrisia, impunidade para ricos e violência policial. Tudo isso marca a maioria das faixas da discografia do grupo.